A obesidade é uma doença crônica que possui diversas causas e, devido a sua complexidade, pode aumentar os riscos de várias outras doenças. Além disso, esse aumento de riscos também está associado aos tipos de obesidade (graus), ou seja, aos graus que essa doença pode atingir.
Esses diferentes tipos são diagnosticados por meio do IMC, ou seja, índice de massa corporal, que nada mais é do que uma divisão do peso do indivíduo, pela sua altura elevada ao quadrado.
Essa relação mostra se o peso corporal está adequado, já que, se ele estiver acima do parâmetro ideal, já começa a oferecer riscos.
Como classificar os tipos de obesidade?
Em primeiro lugar, é importante entender como é feita a classificação dos tipos de obesidade (graus), já que esse parâmetro é o principal diagnóstico dessa doença e isso interfere em vários fatores, desde a qualidade de vida da pessoa, até na decisão do tratamento ideal.
Quando o IMC está até 24,9 kg/m², significa que o indivíduo não possui excesso de peso. Já os valores entre 25 e 29,9 kg/m² indicam que a pessoa já entrou na faixa de sobrepeso, ou seja, é importante estar atento e já tomar providências desde esse momento.
Já a classificação dos tipos de obesidade (graus), em si, é feita da seguinte forma:
- IMC entre 30 e 34,9 kg/m² – Obesidade grau I
- IMC entre 35 e 39,9 kg/m² – Obesidade grau II
- IMC acima de 40 kg/m² – Obesidade grau III
Faça o cálculo do IMC no final dessa página.
Mas, afinal, para que serve saber esses tipos de obesidade (graus)? Isso faz diferença na vida da pessoa? Como isso influencia no tratamento? Confira as informações a seguir para entender um pouco mais!
Tipos de obesidade (graus)
Conhecer quais são os tipos de obesidade e saber qual é o grau da sua doença é fundamental, principalmente, para:
- Entender a gravidade do seu caso e já começar a reduzir o peso rapidamente;
- Saber quais os riscos de doenças que existem para você;
- Descobrir qual a melhor intervenção (tratamento).
Vale lembrar que as complicações associadas a essa doença são muitas e os riscos vão se agravando à medida que o grau aumenta. As principais complicações são:
- Doenças cardíacas e vasculares;
- Esteatose hepática não alcoólica;
- Osteoartrites;
- Apneia obstrutiva do sono, entre outros.
Obesidade grau I
Dentre os tipos de obesidade (graus), a grau I é a que possui menos riscos e é considerada quando o IMC está acima de 30 e abaixo de 35 kg/m².
Nesses casos, os riscos para doenças associadas são considerados moderados. Além disso, o tratamento para a doença grau I é baseado principalmente na mudança de hábitos.
Ou seja, se o paciente ainda não tiver problemas clínicos associados, deve-se primeiro tentar a reeducação alimentar e o início de atividade física.

Isso porque esses hábitos são os que devem ser mantidos para a vida toda e, se seguidos corretamente, possuem muitos benefícios e não tem as desvantagens de um remédio ou de uma cirurgia, por exemplo.
Também pode ser indicado a cirurgia bariátrica se a pessoa já tiver doenças associadas, por exemplo problemas cardíacos, desde que seja considerado um caso grave.
Obesidade grau II
No caso da doença de grau II, os riscos para outras doenças já aumentam, mas o tratamento, inicialmente, também consiste na mudança rígida do estilo de vida, desde a alimentação, até o abandono do sedentarismo.
Porém, nesse contexto, a bariátrica já pode ser mais facilmente indicada, se o indivíduo tiver alguma comorbidade.
Obesidade grau III
Para os obesos grau III, ou seja, que estão com IMC acima de 40 kg/m², há um aumento significativo dos riscos de complicações e um tratamento rápido e eficiente deve ser abordado.
Assim, nesses casos é indicado o tratamento cirúrgico, independente da presença de comorbidades, a fim de reduzir uma boa quantidade do peso corporal em um curto espaço de tempo.
Algumas opções que têm sido trazidas como mais eficientes que a cirurgia bariátrica convencional é a endosutura gástrica e o balão intragástrico.
Esses métodos nada mais são que procedimentos feitos por meio de uma endoscopia (ou seja, sem cortes) e que permitem a redução do estômago de forma mais segura e confortável para o paciente.
Como encontrar um bom médico?
Para descobrir em quais dos tipos de obesidade (graus) você se encontra e o que fazer para tratar rapidamente essa doença, é necessário encontrar um médico experiente e que saiba definir o melhor tratamento em cada caso.
Nessa situação, uma boa opção é procurar nas redes sociais profissionais que falam sobre o assunto de forma segura e que estão na sua região.
Se você é da região metropolitana de Belo Horizonte – MG, entre em contato conosco!