O anel de banda gástrica é um procedimento que tem como objetivo a redução do estômago e, em alguns casos, pode ser necessária a retirada desse equipamento após algum tempo.
Em primeiro lugar, é importante entender como funciona a técnica da banda gástrica, que consiste em reduzir o volume do estômago por meio da fixação de um anel especial na parte superior, transformando o órgão em um pequeno reservatório de 10-15mL.
O procedimento é feito com um anel de silicone macio que é conectado a uma “porta” no tecido subcutâneo, que pode ser acessada com uma agulha. Esse procedimento tem como intuito permitir que seja realizado o ajuste da banda, a depender de cada caso.
Isso é feito com a injeção de solução salina na “porta” subcutânea que chega até o anel, levando a maior restrição do equipamento. O objetivo final dos ajustes é que o paciente possa comer cerca de uma xícara de alimento seco e ter saciedade por pelo menos uma hora e meia.
A colocação deste equipamento no geral é feita por via laparoscópica, ou seja, por uma pequena incisão, não sendo necessária a abertura do abdome.
Apesar de ter algumas vantagens, como a não remoção do órgão em si, essa técnica já não é tão utilizada atualmente, em razão dos riscos de intercorrências ao longo do tempo, além da necessidade de revisão e/ou reincidência do peso corporal.
Ocorrendo intercorrência, pode ser necessário a retirada do anel de banda gástrica.
Por isso, atualmente já existem outros métodos, menos invasivos e com menos complicações, que atuam como redutores de estômago, como é o caso do balão intragástrico e da endosutura gástrica.
O que é Retirada do anel de banda gástrica?
A retirada do anel de banda gástrica deve acontecer quando ocorre algum problema, sendo os mais frequentes:
- Deslocamento do anel e prolapso gástrico;
- Banda gástrica muito apertada, devido ao deslocamento ou por outro motivo;
- Dilatação da bolsa gástrica;
- Erosão local;
- Dilatação esofágica.
Nesses casos, os sintomas que o paciente pode sentir são inespecíficos, como:
- Náusea;
- Vômito;
- Dor abdominal;
- Azia.
Assim, é possível perceber que toda pessoa que já passou por uma bariátrica deve estar sempre atenta a sintomas gastrointestinais que não possuem explicação plausível e que permanecem.
Assim, para fazer um diagnóstico correto, a radiografia costuma ser muito útil, identificando se o problema está no anel de banda gástrica e se precisa ser feita a retirada.
Indicação da retirada do anel de banda gástrica
A indicação da retirada do anel de banda gástrica se dá quando apenas a dilatação do mesmo não é suficiente. Nesse contexto, o melhor a ser feito é retirar o equipamento e, se for seguro e indicado, colocar outro.
Porém, é necessário que tenha cuidado, pois o tecido gástrico pode estar inflamado ou fibrótico devido a complicação. Como resultado, pode ser interessante uma abordagem por etapas, ou seja, a retirada é feita primeiro e, após um período de recuperação, pode ser feita a nova intervenção.
Contraindicações
As contraindicações para a retirada de banda são principalmente quando pode ser feito outro procedimento, como a dilatação do anel ou por meio de mudanças na dieta, por exemplo.
Outras contraindicações são em pacientes com alto risco cirúrgico. Nesses casos, é importante compensar as doenças de base primeiro para que seja seguro realizar a cirurgia. Ou seja, é importante avaliar o risco-benefício que a retirada pode trazer para o paciente.
Riscos
Os riscos relacionados à banda gástrica são de complicações pós procedimento, que podem ocorrer em até 50% dos casos. Os principais são:
- Erosão;
- Infecção;
- Deslizamento da banda;
- Prolapso gástrico;
- Mal funcionamento da porta;
- Dilatação esofágica;
- Esofagite, entre outras.
Outras questões sobre a retirada de anel
A revisão também pode ser necessária em outros procedimentos, como a colocação de um anel no estômago após a realização de uma cirurgia bariátrica. Nesse caso o anel é colocado na junção entre o estômago operado e o intestino.
Isso é feito com o objetivo de não deixar que essa junção se dilate, algo que é relativamente comum após a bariátrica. Esse anel pode ser inflado e desinflado a depender das condições de cada paciente.
Porém, em casos de complicações, como ampla restrição do local, também pode ser necessária a retirada.
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No geral, os convênios não cobrem os procedimentos, mas alguns cobrem total ou parcialmente as consultas e/ou os exames prévios, sendo eles:
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