Obesidade mórbida

Dr. Mauro Jácome | 28/12/2021

balança e fita de medição
Entenda o que é a obesidade mórbida e porque esse quadro é tão mais grave que os demais.

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Já se sabe que estar acima do peso corporal ideal pode trazer muitos problemas para o indivíduo, desde o aumento do risco de algumas doenças, até a insegurança com a própria aparência.

Porém, é essencial entender que a obesidade é uma doença crônica que não é causada apenas pela má alimentação, mas por uma combinação de fatores. Diante disso, a obesidade mórbida é o quadro mais grave dessa doença e já atinge cerca de 1% da população brasileira.

Mas, afinal, quem se encaixa no grau de obeso mórbido? Quais as complicações que isso pode trazer para a vida pessoal e para a saúde do indivíduo? Confira a seguir!

O que é a obesidade mórbida?

Em primeiro lugar, é importante entender que o diagnóstico e a classificação da obesidade são feitos por meio do cálculo do índice de massa corporal (IMC), ou seja, através da relação entre a altura e o peso do indivíduo.

Isso porque esse cálculo é uma forma fácil e rápida de identificar se o peso corporal está adequado para a altura de cada pessoa e, se estiver acima, deve-se identificar se é um caso de excesso de gordura.

As classificações da obesidade por meio deste método são feitas da seguinte forma:

  • IMC entre 25 e 29,9 – Sobrepeso 
  • IMC entre 30 e 34,9 – Obesidade grau I
  • IMC entre 35 e 39,9 – Obesidade grau II
  • IMC acima de 40 – Obesidade grau III

Faça o cálculo do IMC no final dessa página.

O diagnóstico da obesidade é feito, então, quando o IMC está acima de 30 kg/m² e identifica-se que é um caso de excesso de gordura no corpo.

Dentro desse contexto, a obesidade mórbida é quando o indivíduo já está com o IMC acima de 40 kg/m², ou seja, quando está no grau III da doença. Vale lembrar que estar atento a esse parâmetro é importante, pois, quanto maior o grau dessa doença, mais complicações e riscos ela traz à saúde.

Complicações da obesidade mórbida

O excesso de peso e gordura corporal já traz riscos aumentados de doenças e quadros clínicos importantes, desde problemas cardíacos, até dores musculares e articulares no corpo.

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Ao se tratar da obesidade mórbida, os riscos dessas complicações aumentam muito e as repercussões na saúde podem, além de afetar a qualidade, também reduzir o tempo de vida da pessoa.

As principais doenças que podem aparecer como complicação da obesidade mórbida, e dos hábitos de vida que estão relacionados a ela, são:

  • Inflamação e desgaste de ossos e articulações;
  • Diabetes mellitus;
  • Síndrome metabólica;
  • Hipertensão arterial sistêmica;
  • Aterosclerose (que aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio e AVC)
  • Doenças hepáticas (esteatose hepática não alcoólica);
  • Doença da vesícula biliar (colelitíase);
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Baixo nível de testosterona no sangue nos homens;
  • Síndrome dos ovários policísticos em mulheres;
  • Alguns tipos de câncer (câncer de cólon, reto e câncer da mama)
  • Alterações na pele;
  • Problemas de sociabilidade e psicológicos;
  • Problemas pulmonares pela redução da ventilação, entre outros.

Dentro desses quadros, os que são mais agravados pela obesidade mórbida são a apneia do sono e as doenças das articulações e dos ossos, visto que o excesso grande de peso e volume do corpo vão sobrecarregar ainda mais essas estruturas.

Como tratar a obesidade mórbida?

As causas desse quadro, no geral, são pela associação de maus hábitos de vida e a predisposição genética. Por causa disso, o tratamento da doença mórbida deve abranger várias áreas do dia a dia da pessoa.

Para isso, encontrar um bom médico é fundamental, visto que as orientações e a escolha dos métodos devem ser específicas para cada paciente.

Também é essencial que o tratamento seja duradouro e que o indivíduo esteja ciente da importância de aderir integralmente ao que foi acordado entre ele e o médico.

Diante disso, o tratamento pode se dar de diversas formas, podendo ser com o uso de medicamentos, ou das seguintes maneiras:

Mudança de hábitos

Apesar de ser o principal tratamento para os obesos e já ser um assunto conhecido pela maioria da população, a mudança de hábitos costuma ser o mais difícil de implementar no dia a dia.

Isso porque esse tratamento exige tempo para que a pessoa se acostume aos novos alimentos e novos hábitos, assim, deve-se ter muita força de vontade e disciplina para manter tudo que foi mudado.

Reeducação alimentar

Nesse contexto, é importante reduzir o consumo de açúcares e gorduras, mas também deve-se estar atento ao consumo de fibras que ajudam na saciedade, e de minerais e vitaminas para manter uma boa nutrição, além de beber uma boa quantidade de água por dia.

Legumes, verduras e frutas

Para saber as quantidades ideais, ter um acompanhamento profissional é essencial, seja por um médico ou nutricionista, que vão ser o guia nessas mudanças.

Prática de atividade física

Além da mudança na alimentação, introduzir a atividade física no dia a dia é essencial. Assim, é importante principalmente fazer exercícios aeróbicos, ou seja, que estimulam o gasto calórico e o fortalecimento do coração. 

Para escolher a melhor atividade para você, converse com seu médico sobre o que você costuma gostar, para saber se há alguma restrição devido a problemas de saúde.

Procedimentos para tratar a obesidade mórbida

A cirurgia pode ser uma ótima opção para os obesos mórbidos, visto que ajudam na redução rápida de uma grande quantidade de peso. Nesse contexto, a cirurgia bariátrica costuma ser uma boa escolha.

Porém, a bariátrica convencional pode trazer alguns inconvenientes, visto que é um procedimento invasivo e que necessita de um pós-operatório bastante cuidadoso.

Existem técnicas atuais, menos invasivas e que podem ajudar o paciente tanto quanto o procedimento cirúrgico, são as intervenções feitas por endoscopia. Para tratar a obesidade mórbida, as opções são:

Gastroplastia endoscópica

A gastroplastia endoscópica é feita utilizando suturas (ou seja, costuras) no estômago, por meio de uma endoscopia. Assim, não é necessário realizar cortes para reduzir o tamanho do estômago.

Obesidade e desnutrição

Já o balão intragástrico, nada mais é do que uma prótese esférica, contendo soro fisiológico, que é colocada dentro do estômago do paciente por endoscopia, ocupando um espaço ali e reduzindo a alimentação também.

Se você quer saber se esses procedimentos podem ser indicados para você, agende um atendimento, entre em contato conosco!

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Dr. Mauro Jácome

Médico Gastroenterologista

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