A obesidade é uma doença crônica que tem como causas principalmente a genética e os hábitos de vida do indivíduo. Devido às alterações que essa doença gera no organismo, muitas complicações estão associadas. Algumas delas são:
- Doenças cardiovasculares;
- Prejuízos aos rins e fígado;
- Inflamação e desgaste de ossos e articulações;
- Problemas pulmonares;
- Diabetes mellitus tipo 2;
- Alguns tipos de câncer;
- Refluxo gastroesofágico;
- Distúrbios do sono, entre outros.
Dentre as complicações cardiovasculares citadas está a hipertensão arterial sistêmica, mais conhecida como “pressão alta”. Mas, afinal, você sabe por que essa doença aparece e como a obesidade e hipertensão se relacionam?
Confira a seguir essas informações e saiba como reverter esse problema.

Hipertensão arterial sistêmica - o que é?
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias do corpo. Além disso, para ser diagnosticado como HAS, o indivíduo deve apresentar, em mais de três ocasiões, a pressão arterial igual ou superior a 140 x 90 mmHg, (14 por 9).
Esse aumento da pressão pode ser causado por uma maior resistência vascular, ou seja, aumento da constrição dos vasos sanguíneos, e também por uma maior quantidade de volume de sangue.
Nesse sentido, essas duas situações podem ser resultado da ativação do sistema nervoso simpático do organismo que, ao ser ativado, libera adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea.
A ativação desses hormônios tem como objetivo deixar o indivíduo alerta, ou seja, em uma perspectiva evolutiva, essas substâncias são as responsáveis por preparar a pessoa para “luta ou fuga”.
Assim, o resultado disso é a ativação de diversas cascatas de substâncias que visam aumentar a constrição dos vasos periféricos (e disponibilizar mais sangue para os órgãos vitais) e elevar a frequência dos batimentos cardíacos e o volume de sangue.
Dessa forma, o resultado final disso é o aumento da pressão arterial. Vale lembrar que essa doença já afeta 1 em cada 4 brasileiros e que ela não tem cura, mas que pode ser tratada e controlada se o paciente tiver disciplina e seguir os cuidados orientados pelo médico.
Como obesidade e hipertensão se relacionam?
Agora que você já sabe como ocorre a pressão alta, é mais fácil entender a relação entre obesidade e hipertensão. Isso porque o excesso de peso e gordura corporal leva a uma resistência do corpo à ação da insulina.
Isso tem como resultado o aumento da insulina que circula no sangue. Por sua vez, esse hormônio tem como uma de suas funções favorecer a absorção de sódio pelos rins.
Nesse sentido, ao absorver mais sódio, os rins também absorvem mais água para o sangue, na tentativa de equilibrar sua concentração. Assim, isso resulta no aumento do volume sanguíneo e da atividade vascular.
Além de causar o aumento da pressão arterial por si só, essa situação também causa a ativação do sistema nervoso simpático, que irá promover a liberação de noradrenalina e agravar esse quadro.
Somado a isso, um outro mecanismo que também está associa obesidade e hipertensão é a inflamação crônica que o excesso de peso causa, visto que elas também alteram o metabolismo habitual do organismo e resultam no aumento de volume do sangue e na constrição arterial, elevando a pressão.
Riscos da obesidade e hipertensão
É importante estar atento à relação entre essas duas doenças, principalmente, devido às complicações que ambas causam à saúde. Isso porque tanto a obesidade, quanto a hipertensão aumentam os riscos de complicações cardíacas e, esse risco somado pode ser mais perigoso.
Em relação a pressão alta, se não for controlada, pode resultar em:
- Acidente vascular cerebral (AVC);
- Infarto agudo do miocárdio;
- Insuficiência cardíaca;
- Insuficiência renal;
- Retinopatia, entre outros.
Tratamento da obesidade e hipertensão
Considerando os riscos que a associação entre essas duas doenças causam à saúde, o tratamento de ambas é fundamental. No caso da hipertensão arterial sistêmica, o tratamento se baseia na perda de peso corporal, dieta, atividade física regular e uso de medicamentos, se necessário.
Por sua vez, o tratamento da obesidade é bem semelhante em alguns pontos, sendo essencial aderir a uma dieta rígida para a perda de peso e acrescentar alguma atividade física na rotina.
Porém, em alguns casos pode ser necessário o uso de algum procedimento para tratar a obesidade. Alguns métodos pouco invasivos e muito eficazes são o uso de balão intragástrico ou a realização de uma redução de estômago por endoscopia, ou seja, que não exige cirurgia.
Dessa forma, esses procedimentos se mostram melhores que a cirurgia bariátrica em muitos casos, já que a recuperação do paciente é muito mais fácil e confortável, além da técnica oferecer menos riscos que um procedimento cirúrgico.
Se você possui obesidade e quer saber sobre como tratá-la por meio de um procedimento endoscópico, agende um atendimento com o Dr. Mauro Jácome, especialista em endoscopia e gastroenterologia.