O transtorno de ansiedade e a obesidade são doenças que têm aumentado muito no Brasil e no mundo nos últimos tempos, mas será que pode haver alguma relação entre elas?
A ansiedade é um quadro natural e esperado de todo ser humano em uma situação de novidade, expectativa e até mesmo de algum risco iminente. É a partir dela que o nosso organismo se prepara para o que está por vir e se adapta a novas situações.
Porém, quando esse sistema é desregulado e o indivíduo começa a se sentir ansioso em situações que não condizem com o quadro, começa a existir a doença, que é chamada de transtorno de ansiedade generalizada (TAG).
Esse distúrbio é caracterizado pela preocupação e expectativa excessivas e persistentes, em situações que não são necessárias. Somado a isso, a pessoa com TAG também apresenta três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, distúrbio do sono, dificuldade em concentrar, irritabilidade e tensão muscular.

Relação entre ansiedade e obesidade
A associação entre ansiedade e obesidade se dá de duas formas principais, sendo uma delas a compulsão alimentar, muito frequente em indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada.
Isso acontece porque se alimentar, no geral, libera hormônios do bem-estar. Assim, comer alimentos que dão prazer, como os alimentos açucarados e gordurosos, é uma forma de escape encontrada pelos ansiosos patológicos.
Dessa forma, as manifestações do transtorno de ansiedade generalizada acabam por resultar em um ganho de peso do indivíduo ansioso, gerando muitas vezes um quadro de obesidade.
Porém, além disso, há também uma outra relação entre ansiedade e obesidade, que é o fator hormonal, visto que durante um período de ansiedade, há a liberação do hormônio do estresse: o cortisol.
Em uma situação habitual, a liberação desse hormônio não afeta o organismo de forma negativa. No entanto, durante o quadro de ansiedade crônica, na qual o indivíduo está o tempo todo em estresse e tensão, vai haver muito cortisol sendo liberado.
Isso é um problema, já que o cortisol atua estimulando a produção de gordura no organismo, na tentativa de produzir mais reservas de energia para vencer o “obstáculo” que está causando todo aquele estresse.
Porém, no quadro do transtorno de ansiedade generalizada não há nenhum obstáculo nesse sentido, já que o estresse é gerado sem uma necessidade real. Assim, o corpo vai acumulando essa gordura produzida, resultando em um quadro de obesidade.
Tratamento da ansiedade e obesidade

O tratamento para uma pessoa com ansiedade e obesidade deve abordar métodos que tenham ação nos dois quadros.
Dieta
O primeiro deles deve ser a dieta, já que comer alimentos com baixo teor calórico e que possuem nutrientes como vitaminas e sais minerais ajuda tanto na redução do peso corporal, quanto na melhora metabólica geral do organismo.
Atividade física
Incluir exercícios físicos na rotina do dia a dia também é fundamental para tratar a ansiedade e obesidade. Em relação ao excesso de peso, a atividade física contribui para o gasto calórico e a melhora do metabolismo que estava desregulado.
Já em relação a ansiedade, já é comprovado que atividade física ajuda no tratamento, já que durante essa prática são liberadas endorfinas responsáveis pelo bem-estar, reduzindo os níveis de estresse no organismo.
Psicoterapia
Outro fator primordial no tratamento é a psicoterapia, ou seja, a realização de um acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra. Isso é importante pois ajudará na redução da ansiedade a longo prazo e, consequentemente, na redução da compulsão alimentar.
Além disso, a depender do quadro pode ser necessário o uso de medicamentos, que apenas um especialista pode prescrever de forma segura.
Métodos alternativos
O uso de métodos alternativos, como ioga e meditação, também tem sido muito eficaz no tratamento de distúrbios psicológicos. Assim, utilizar essas técnicas pode ajudar na ansiedade e também na perda de peso.
Procedimentos médicos
Outro fator importante no tratamento da obesidade são os procedimentos médicos, que podem ser cirúrgicos ou não. Dentre os cirúrgicos, está a cirurgia bariátrica (redução de estômago convencional).
Porém, atualmente já existem métodos (endoscópicos) menos invasivos, mas muito eficientes. Um deles é a gastroplastia endoscópica, que também funciona como uma redução de estômago, mas sem a necessidade de cirurgia.
Nesse sentido, essa intervenção é feita por meio de uma endoscopia, na qual são realizadas suturas no estômago reduzindo seu tamanho e, consequentemente, diminuindo a quantidade de comida ingerida pelo paciente.
Uma outra técnica é a colocação de um balão intragástrico, ou seja, também por meio de uma endoscopia é introduzido um balão vazio até chegar ao estômago, onde o balão é preenchido com uma solução de soro fisiológico e fica ocupando um espaço, que seria destinado a comida.
Dessa forma, ambas as técnicas endoscópicas ajudam na perda de peso eficiente e com rápida recuperação, já que não é necessário a realização de nenhum corte.
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